Descomplica, Complica. Repita.

durmaciel - Amálgama Dor - Thaís Siegle-1216

Na minha vida nada nunca foi descomplicado. Perceba: eu falei “descomplicado”. Poderia ter usado a palavra “simples”, teria sido muito mais descomplicado.

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A viagem de uma engenhoca

Sento. Cruzo a perna em índio em cima da cadeira. Fecho os olhos. Respiro. E começo a escrever.

Por onde andava essa inspiração rebelde que vai e vem a hora que quer? Ah… em Nova Iorque, entendi.

Pois fui lá e catei ela de volta em custosas duas semanas de muito frio, muita comida, muita arte, muita neve, muitas emoções, muitos pensamentos, muitos sentimentos, muita cabeça ao vento (e que vento!), muita música, muita saudade, muito pé molhado, congelado, muitas decisões, muitos arrependimentos, muito tudo, tudo muito (pouco tempo).

Em meio a esse turbilhão todo, estava lá ela, bem acomodada e carinhosamente me esperando na casa de uma amiga querida, responsável por uma parte (alegre) dessas emoções todas. Estava lá ela, a fantástica Máquina De Fazer Espaguete De Legumes.

Ainda no Brasil, eu havia comprado no Amazon e enviado pra casa dessa minha amiga querida, Stê, que mora em Nova Iorque, pra evitar os vergonhosos impostos de importação que a nossa excelentíssima presidenta… (OK não vamos entrar nesse mérito) nos faz pagar, já que em início de fevereiro eu embarcaria nessa viagem, repito, viagem, e poderia resgatar a engenhoca pessoalmente.

No último dia da minha estada na Grande Maçã, abaixo de neve e quase carregada pelas correntes de vento que cortam uma a uma da 1a à 9a Avenida, fui buscar a queridinha da vez. Para minha aflição, minha amiga deixara no porteiro a caixa solta, acompanhada da outra caixa (que renderá um outro post em breve), SEM ensacar. Claro, ela não precisa pensar em tudo e eu, avoada, também não havia me dado conta da necessidade de uma sacola plástica grande o bastante para abrigar as duas caixas. Vai lá a Thaís na neve, no vento, nas já saudosas últimas horas na Cidade, Upper West afora, equilibrando as duas caixas consideravelmente volumosas até a estação de metrô mais próxima (que parecia bem mais próxima quando não haviam as caixas). Por momentos, amaldiçoei minha pãodurisse, imaginando que além dessa pequena pouca praticidade, ainda teria que arrumar lugar na mala pras duas novas aquisições, e concordem comigo, há de ser feitos grandes rebolados para voltar com a mala dentro do limite de 32 kgs permitidos pelas companhias aéreas. Chegando no metrô, aliviada, descanso com as duas caixas ao meu lado. Mas não me dando por vencida, resolvo levá-las pra passear no shopping, praquelas comprinhas de última hora que toda mulher que me lê, entende que são de extrema necessidade, ainda mais se tratando de Nova Iorque, onde comprar até O.B. é mais vantagem do que comprar na nossa Pátria Amada. Além do metrô, as caixas conheceram o Whole Foods, a Times Square, viram logo ali o Central Park, enlouqueceram na Forever 21 e botaram a Duane Reade abaixo! Não posso deixar de mencionar que nesse percurso, revezaram o acolhedor colinho de uma outra amiga querida, Lilian, que me acompanhou nas compras.

(Tá, cansei e provavelmente não sou a única).

Aí cheguei no hotel, enfiei a bendita na mala e voltei pro Brasil.

Já em casa com os 3 kgs que trouxe na pansinha como souvenir (sorte que pra esses não tem que pagar excesso, senão além de #entaladanoavião, voltaria pobre), hora de fazer a máquina render a mão de obra!

Eis a bãm-bãm-bãm!

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Claro que essa foto não é minha.

Lembram daquela receita de Spaghetti de Zucchini que contei aqui? Rá! Agora temos uma máquina bárbara pra substituir o arcaico ralador.

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Tudo que eu fiz foi lavar a abobrinha, cortar as extremidades, engatar na máquina, girar a manivela e vai… 45 segundos depois estava ali o espaguete de abobrinha italiana mais perfeito de todos os tempos! Aí joguei ele na água fervente por uns 2 minutos e deu!

Pega o naipe da minha janta de ontem!

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Gente, a MDFEDL é simplesmente DEMAIS! Estou tão loucamente apaixonada por ela que me descontrolei e fiz espaguete até de maçã! Claro que não coloquei molho de tomate por cima, rélô-ôu… deixo isso pro mestre Atala. Mas olha que lindo que ficou! Alguém me pare. Sou capaz de espaguetar as coisas mais improváveis. Hohoho.

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E a pedidos, o mapa da mina: http://www.amazon.com/dp/B0007Y9WHQ/ref=pe_385040_30332190_TE_M3T1_ST1_dp_1

Foi neste link que comprei a minha, é seguro e chegou em uns 5 dias úteis em Nova Iorque. Eles mandam pro Brasil também (acho) mas aí a Dilma leva quase esse valor aí só pra ela, fora o valor do produto. Paguei mais barato do que está agora, paguei 29,00 dólares. Aiaiai…

Feliz em estar de volta ao Blog! Feliz com minha Máquina De Fazer Espaguete De Legumes! Feliz da vida!

Fui fazer espaguete de cenoura. MUAH!

Trabalhos (re)iniciados!

Venho tendo vontade de escrever. E inspirações suficientes. Venho sentindo, pensando, pensando, sentindo, pentindo, sensando.

Seriam os 28 anos? O Retorno de Saturno? 2012 Apocalíptico? Os malditos adoráveis 50 Tons? Já não posso botar a culpa no inferno astral, meu cumples é em novembro. Mesmo com tanto a escrever, me pego enrolando uma mecha de cabelo com os dedos enquanto tento organizar uma linha de raciocínio. Aliás, preciso urgente cortar essas pontas ressecadas por tanta tinta loira.

Sim, loira. Loiro liso, passando os ombros, ao qual despendo R$ 120,00 (chorando desconto) todo mês, ao melhor colorista de Porto Alegre para garantir o “matte”; de três em três meses vão R$ 250,00 quando preciso retocar as luzes, e, outros desses quando preciso cortar as tais pontas, sem falar nos nunca 100% satisfatórios e sempre caríssimos produtos.

Estou nesse processo há mais de 2 anos. A última vez em que sentei na frente de um computador pra escrever, eu tinha dreadlocks até a bunda, lindos, pesados, loiros. O emaranhado de cabelo, com cera de abelha, descolorante e fio de nylon transparente, não passa de um laço em  fita mimosa quando comparado ao nó cego em que se transformou meu coração/mente. Aquele emaranhado era tão mais barato…

Foram 2 anos e meio de muito turbante e pouco shampoo. E já fazem mais de 3 anos do dia em que passei a tesoura. A tesourada mais cheia de encargos da minha vidinha. Imagina só: final das aulas de teatro, início de uma nova fase, “preciso ser versátil”. Cut, cut, cut… Lá se foram minha doce irresponsabilidade e minhas desculpas. Bem vinda Sra. Autocobrança.

Desde então, muitas e muitas e muuuitas coisas aconteceram, e cá estou agora: independente, cheia de alegrias, amores, inseguranças, descobertas, aventuras, tentativas, falhas, acertos… VIDA!

E então, este blog! Precisava de um bom motivo pra voltar a escrever e nunca algum bateu de verdade. Mas agora, aparentemente a única coisa que sempre fez parte de mim, se torna o motivo pra apertar o botão de start: alimentação e cuidados com o corpo.

Quem me conhece sabe: já travei brigas acirradas com a balança, já tive uns bons 18 kgs a mais, já fiz tudo que é dieta, já tive transtornos alimentares, me recuperei, graças a Deus, e há 6 anos sou uma feliz vegetariana. Atualmente, estou na busca por perda de gordura localizada e definição muscular. Meu padrão de beleza é contrário ao da maioria das brasileiras: gosto de magrinhas, sem bunda enorme, sem pernão, apenas aquelas curvinhas delicadas e duras… e é isso que estou buscando!

Há alguns meses venho adotando uma dieta rica em proteínas e com baixo índice de carboidratos, o que pode ser um grande desafio quando se é vegetariano. Aparentemente, as aventuras gastronômicas em que tenho embarcado vêm inspirando e motivando algumas pessoas. Foram elas que me deram a ideia deste blog 🙂

Então, que iniciem os trabalhos!!! Espero que este espaço seja útil pra vocês, o alimentarei com o mesmo cuidado e carinho que alimento a mim própria.

Bem vindos!!!